sábado, 11 de agosto de 2012

O Zé que a Camila viu


O Zé não esteve
assim como a dor dos perdidos
o sorriso manco dos errados
indiferente ao burburinho
sumiu quem nunca apareceu
sobra a doce escrita
d'alguém inundada de vida
enamorada da existência



tuluca

São Paulo, 11 de agosto de 2012
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[Poema pra Camila Chiquetto, que tem essa coisa amorosa de gostar da existência]

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

foi ninguém


faz quarenta anos
foi um brilho e passou além
era a mão e a imensidão
tudo tão novo e urgente
nos olhos um vôo errante
muitas distâncias finitas
aquelas estradas todas
seu beijo, a poeira, o sol
faz quarenta anos
de tantas novas manhãs


tuluca

São Paulo, 2 de agosto de 2012
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[Escrevi enquanto ouvia Água e vinho do Egberto Gismonti, tão doce...]

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terça-feira, 3 de julho de 2012

O todo oposto


a lua ainda ilumina o céu
na rua o muito de tanto nada
com moedas, buzinas, brilhos
do áspero se agita o cotidiano
sonhos se esvanecem no vazio
e a hora tardia não nos basta
é este o momento, o oposto
o todo posto em movimento



tuluca

São Paulo, 30 de agosto de 2008
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domingo, 3 de junho de 2012

trama desbotada


eu era um e você o engano
ou nem foi engano, só ilusão
agora nem sei se sou algum
dessa trama, fios desbotados
pontos partidos, o nó desfeito

o que fui, o que sou e serei?
nas perguntas desconsolo
nestes enigmas seu nome
à perturbar minha noite fria
meu emaranhado de sonhos
minha vontade de mulher




tuluca

São Paulo, 2 de junho de 2012
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quinta-feira, 24 de maio de 2012

a distância


vi mais alguém partindo
como outros já partiram
em outras não despedidas
apenas partidas, vazios
sem palavras inúteis
só olhos atônitos, marejados
com seu silêncio gago
cabeça baixa pela calçada
o infinito e a distância



tuluca

São Paulo, 23 de maio de 2012
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sábado, 28 de abril de 2012

Marianne Folly



Minha amada amiga Marianne Folly, de andanças, muitas conversas e cantorias.

Agora é uma estrela.
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

caminhando

Penso, que alguns morrem logo pelos trinta anos, estes sabem bem o que é certo e o que é errado. Outros tantos pensam em começar daí, dos trinta anos. Alguns esperam mais e inconformados com a morte em vida, acabam explodindo lá pelos quarenta e poucos buscando repor os dias perdidos em espera. Sei que há tempo, sempre há tempo de existir. Acredito também, que não haja onde chegar, que só exista mesmo o caminhar.



tuluca


São Paulo 21 de março de 2011
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