Penso, que alguns morrem logo pelos trinta anos, estes sabem bem o que é
certo e o que é errado. Outros tantos pensam em começar daí, dos trinta
anos. Alguns esperam mais e inconformados com a morte em vida, acabam explodindo lá pelos quarenta e poucos buscando repor os dias perdidos em espera. Sei que há
tempo, sempre há tempo de existir. Acredito também, que não haja onde
chegar, que só exista mesmo o caminhar.
tuluca
São Paulo 21 de março de 2011
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quarta-feira, 18 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
A esmola e o medo

Comprei por um real esta caneta, e só a comprei porque a achei baratinha...
Agora, aqui neste vagão de metrô, escrevo sobre este menino que aqui pede esmolas. Pede, mas as pessoas negam, afinal é o que diz a voz metálica pelos alto-falantes:- Não dê esmolas ou compre de ambulantes. Neguei também, mas me arrependi, olhando bem a figura deste menino de pés descalços, uma calça pequena para ele e uma malha de lã preta e desfiada. No vagão cheio os passageiros riem à toa e não o vêm. Hoje faz frio...
Existe dor e medo estampados neste semblante criança, de um olho vazado e cara suja. Ele está só, ele é só. Tem fome, frio, que só ele mesmo conhece. Não sorriu com a moeda ganha, ele tem medo e uma questão: - Porque só para mim é assim?
tuluca
São Paulo, 13 de novembro de 2006
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010
reeditado de março de 2003
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