segunda-feira, 10 de setembro de 2012

sugiro


de muito à fazer, emaranham-se os dias
caos no horizonte próximo e nebuloso
minhas unhas riscaram a pele cansada
queria saber um alento, ou despropósito




tuluca

São Paulo, 9 de setembro de 2012

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sábado, 8 de setembro de 2012

escadaria


Desatinado subia a escadaria
meus olhos febris buscando você
lá, seu corpo em preto e branco
como um tudo sonhado e desigual
um brilho, um sentimento bailarino
e o cheiro adorável das manhãs
uma falta de ar e o tempo parou
caí todos os degraus no vácuo
palavras esparramadas no chão
e a história espalhada perdida



tuluca

São Paulo, 8 de setembro de 2012
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[Há tempos que o tempo não esquece, bandoneon]


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sábado, 1 de setembro de 2012

Vila de São Miguel

Foi numa tarde fria de julho que achei a vila, sua gente escassa, seus barcos, aquele todo em movimento... , no rítmo do mar.


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sábado, 11 de agosto de 2012

O Zé que a Camila viu


O Zé não esteve
assim como a dor dos perdidos
o sorriso manco dos errados
indiferente ao burburinho
sumiu quem nunca apareceu
sobra a doce escrita
d'alguém inundada de vida
enamorada da existência



tuluca

São Paulo, 11 de agosto de 2012
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[Poema pra Camila Chiquetto, que tem essa coisa amorosa de gostar da existência]

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

foi ninguém


faz quarenta anos
foi um brilho e passou além
era a mão e a imensidão
tudo tão novo e urgente
nos olhos um vôo errante
muitas distâncias finitas
aquelas estradas todas
seu beijo, a poeira, o sol
faz quarenta anos
de tantas novas manhãs


tuluca

São Paulo, 2 de agosto de 2012
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[Escrevi enquanto ouvia Água e vinho do Egberto Gismonti, tão doce...]

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terça-feira, 3 de julho de 2012

O todo oposto


a lua ainda ilumina o céu
na rua o muito de tanto nada
com moedas, buzinas, brilhos
do áspero se agita o cotidiano
sonhos se esvanecem no vazio
e a hora tardia não nos basta
é este o momento, o oposto
o todo posto em movimento



tuluca

São Paulo, 30 de agosto de 2008
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domingo, 3 de junho de 2012

trama desbotada


eu era um e você o engano
ou nem foi engano, só ilusão
agora nem sei se sou algum
dessa trama, fios desbotados
pontos partidos, o nó desfeito

o que fui, o que sou e serei?
nas perguntas desconsolo
nestes enigmas seu nome
à perturbar minha noite fria
meu emaranhado de sonhos
minha vontade de mulher




tuluca

São Paulo, 2 de junho de 2012
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