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numa pirueta aqueles cachos
despencaram ombro abaixo
dourados, perdidos na luz
duma manhã sem tempo
tão habitante em mim
tuluca
São Paulo, 20 de maio de 2011
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sábado, 21 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
marcha

éramos homens naquele dia esquecido
caminhávamos sob um sol de ninguém
e nem sempre a marcha prosseguia
havia um bem e o mal em cada passo
era só lembrança a se desfiar num nada
coragem e medo partilhando a estrada
nenhum rosto olhava para aqueles pés
tão imersos na juventude de serem
num dia ensolarado e sem futuro
nenhum sorriso ou palavra sequer
ombro à ombro e o horizonte por nós
tuluca
São Paulo, 30 de abril de 2011
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
e-meios
Você já reparou que aqui na internet, nestes muitos escritos que trocamos, a condição de período de tempo, fica sem nexo? Percebo em muitas pessoas, inclusive eu, a tentativa de orientar o leitor sobre o horário em que escrevemos cada uma destas cartas, mas tudo por aqui é atemporal. Neste instante, abro uma de suas cartas e é o exato momento que lhe encontro, como se não houvesse existido o lapso temporal entre o momento de você me escrever, ao de eu ler. Assim, vejo que nossos esforços em ajustar este etéreo ao nosso viver são inúteis, uma simples tentativa de transferir nossa efêmera humanidade mortal e temporal a estes escritos.
beijo
PAZ
Elpidio
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
esvanecido
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morre-se assim como vão as nuvens
serena e vagarosamente se diluindo
esvanecendo ao encontro do horizonte
pra lá caminha meu bem querer
gasto, dissolvido em tanto amar
tuluca
São Paulo, 15 de abril de 2011
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terça-feira, 12 de abril de 2011
esfogueado
segunda-feira, 11 de abril de 2011
mande notícias

A poesia contida nas músicas que ouço, ainda me inflam de gostar destes dias, mesmo tão estranhos que são e tão repletos de desditas.
Gostaria, agora, de te acarinhar e ver novamente um sorriso brotado em seus olhos.
Estes dias estão céleres, pareço cair do que penso, eu não estou ornando com o que está em moda. Ainda me presto a pensar em você e nas agônias das muitas solidões que você já conheceu. Porém, ainda sou por ver o sorriso róseo no canto mais fininho dos seus lábios. Sabia disso?
mande notícias!
Elpidio
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domingo, 10 de abril de 2011
de novo a batatinha
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