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quinta-feira, 17 de agosto de 2017
Filha
há momentos esguios
onde sua falta se faz viva
queria o tempo fosse outro
onde olhares se tocassem
e sorrisos flutuassem no ar
queria um sono de sonhar
onde você permanecesse
e as horas fossem mornas
nestes tempos de não sei
distante de mim mesmo
onde só viceja seu amor
aqui onde o tempo foge
e o todo é quase quando
você entrando pela porta
tuluca
São Paulo, 16 de agosto de 2017
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terça-feira, 27 de dezembro de 2016
pirilampo
lembranças como pirilampos
vagueiam pela noite escura
à mover suas asas delgadas
nesses espelhos da memória
olho a pequena ninfa voando
em cada incendiar dessa luz
soluçando êxtase na memória
num ruidoso vôo imaginário
tuluca
Nova Friburgo, 23 de dezembro de 2016
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sexta-feira, 15 de julho de 2016
palavras inatas
estava aqui nesta prisão
desfeito em nada querer
procurando pelas paredes
um olhar que fosse amigo
uma palavra que fosse sim
quando os olhos fecharam
e todas as palavras ditas
retornaram pra garganta
inatas, despidas de desejo
nessa loucura autofágica
descobri a porta em mim
fui-me pra distante do eu
mergulhando na amplidão
tuluca
São Paulo, 10- de julho de 2016
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sexta-feira, 17 de junho de 2016
o que você me deu
foi assim num repente que vi
sua figura presa a um poema
d’um sol se fundindo ao mar
chama que arde sem vento
esguio o momento esticou-se
pra muito além do que fomos
ao princípio destas manhãs
sonhando a alegria de viver
salvei essa você em word
pra sempre voltar o tempo
e aos vôos da mente liberta
tuluca
São Paulo, 15 de junho de 2016
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sábado, 21 de novembro de 2015
ontem
nesta noite ardia o sol
sonhei que era ontem
e você estava lá comigo
mas sempre amanheço
na sombra deste amar
você já se foi
tuluca
São Paulo, 20 de novembro de 2015
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
a barca
foi-se mais uma maré e a chuva
aqui a barca aguarda presa ao cais
além, na distância, o mar ignoto
e esta vontade imensa de navega-la
tuluca
São Paulo, 3 de novembro de 2014
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Ao fogo meu sonhar

Certamente neste esquecer de você, tem um pouco da “Raposa e as Uvas”. Temo que... eu não a esqueça, que isto vire um ranço, que nada acabe e ainda por cima vire mania, alguma coisa mórbida, sei lá, mania de você. Pronto, é isso, síndrome de você. Sei que não é possível se gostar tanto de alguém, nem que o tudo feito seja tão inútil. Claro você percebeu minha extremada atenção, o muito carinho... o Wisnik escreveu e fez cd, “Pérolas aos Poucos”... Acho que é como ele escreveu, penso que deve ser, acho.
tuluca
São Paulo, primeiro de fevereiro de 2012
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
mande notícias

A poesia contida nas músicas que ouço, ainda me inflam de gostar destes dias, mesmo tão estranhos que são e tão repletos de desditas.
Gostaria, agora, de te acarinhar e ver novamente um sorriso brotado em seus olhos.
Estes dias estão céleres, pareço cair do que penso, eu não estou ornando com o que está em moda. Ainda me presto a pensar em você e nas agônias das muitas solidões que você já conheceu. Porém, ainda sou por ver o sorriso róseo no canto mais fininho dos seus lábios. Sabia disso?
mande notícias!
Elpidio
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quinta-feira, 31 de março de 2011
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