domingo, 8 de maio de 2016
coisa linda
que coisa mais linda
de lindos momentos
neste fim de amanhã
era eu e a vontade
caminhando no nada
para lá nunca mais
tuluca
São Paulo, 7 de maio de 2016
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quinta-feira, 28 de abril de 2016
sorte esconjurada
em algum lugar entre eu e ninguém
estava um campo largo e sereno
onde o silêncio era o começo e fim
lugar de coisa nenhuma acontecer
com muitos cheiros de mato e terra
de esperas sem fim e vão tormento
espremi de mim algum pensamento
nesta sorte esconjurada e malfazeja
voltei pra mim, arremessei-me além
fui bem pra lá daqui e nada achei
agora que já sei, pertenço a mim
tuluca
São Paulo, 27 de abril de 2016
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quarta-feira, 13 de abril de 2016
alucinação
aqui, delírio e alucinação
queria escrever a história
contar como se fosse hoje
das muitas palavras sujas
que nos dissemos abraçados
sobre tudo que não pensei
quando o tempo acabou
e as brasas se apagaram
no galope desta paixão
tulica
São Paulo, 12 de abril de 2016
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sexta-feira, 1 de abril de 2016
pra onde
meu nome é rio
é vento vendaval
vou não sei onde
estive ali parado
fui o que não é
agora lhe quero
tuluca
São Paulo 26 de março de 2016
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[ Neste tempo de não sei, onde incríveis caminhos se afiguram, estou buscando outras primaveras. Enquanto não chego lá, fiço esta postagem pra atender uma leitora.]
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Carlão
sábado, 21 de novembro de 2015
ontem
nesta noite ardia o sol
sonhei que era ontem
e você estava lá comigo
mas sempre amanheço
na sombra deste amar
você já se foi
tuluca
São Paulo, 20 de novembro de 2015
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quinta-feira, 19 de novembro de 2015
pelo ar
e num instante
a poesia me leva pelo ar
vou porque sou e quero
da vida e do lado de lá
assim fico porque estou
de mim e pra onde vou
tuluca
São Paulo, 19 de novembro de 2015
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[Para Nico Nicolaiewsky, postumamente]
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