quinta-feira, 20 de novembro de 2014
barriga da noite
quando novamente eu dormir
acontecerá na barriga da noite
o breve sonho de lhe abraçar
nesse sonho tudo fará sentido
mãos dadas, um sorriso manso
e a certeza alegre do seu existir
o tempo voltou para trás
nada faz sentido e você ri
depois de tanta espera
muito além das emoções
o céu desliza até o mar
e faz azul os seus cabelos
tuluca
São Paulo, 13 de novembro de 2014
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[para a bonita Isabelle Louise]
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sábado, 15 de novembro de 2014
pedras e pó
tantas pedras pelo chão e pó
juntei ternura numa panela
acendi o fogo com lenha seca
e o fogo iluminou a noite oca
derreti os desejos molhados
amassando os desencantos
numa pedra com seu nome
foi assim que vi o novo dia
sentado aqui nestas pedras
espiando o vento levar o pó
tuluca
São Pailo, 14 de novembro de 2014
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
a barca
foi-se mais uma maré e a chuva
aqui a barca aguarda presa ao cais
além, na distância, o mar ignoto
e esta vontade imensa de navega-la
tuluca
São Paulo, 3 de novembro de 2014
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sábado, 16 de agosto de 2014
em quais braços
nesta noite calma e sem fim
enquanto o céu espera o sol
em que travesseiro e lábios
você se esquece de mim?
tuluca
São Paulo, 15 de agosto de 2014
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014
declarando
entre pés e passos procuro
um caminho dentro de você
que vá da pele ao coração
há de existir algum encanto
uma maneira de achar você
tuluca
São Paulo, 8 de junho de 2014
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terça-feira, 5 de agosto de 2014
Bolo de Fubá Mimoso
Antes houve um tempo de pensar receitas, guardei está pra usar algum dia ouvindo Pena Branca & Chavantinho cantando Cuitelinho
Bolo de Fubá Mimoso
1 xícara de açúcar
1 xícara de fubá mimoso, (de moinho de pedra)
2 copos de leite
2 ovos
3 xícaras de farinha de trigo
1 colher de fermento
1 pitada de sal
1 colher de manteiga
Junte todos os sólidos com afeto e misture com paciência. A amorosidade do açúcar vai se juntando a vida dos ovos, a maciez do fubá formará grumos com o alimento do trigo, coloque o fermento e espere um pouco, junte a manteiga que faz a liga e não esqueça da pitada de sal que é Sol.
Ah! não esqueça da alegria d’uns grãos de erva doce.
Leve ao forno suave, pois que pressa não faz carinho algum.
tuluca
São Paulo, 20 de maio de 2013
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sábado, 12 de julho de 2014
soma do nada
fui atrás de um poema pra você
talvez por não conhecer os poetas
ou mesmo por não saber procurar
resolvi de eu mesmo lhe escrever
pensei no que um vaso pode ter...
aquele velho vaso gordo e marrom
no vaso, aquele dia de quase nada
dentro, um pouco do que não foi
uma pouca mistura de você e eu
um tanto de açúcar e seu amor
uma areia fina a barrar meu pranto
desse pouco nada, ficou uma flor
que nem era eu, nem mesmo você
ela, a soma do que quase vivemos
tuluca
São Paulo, 24 de junho de 2014
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