sábado, 16 de agosto de 2014
em quais braços
nesta noite calma e sem fim
enquanto o céu espera o sol
em que travesseiro e lábios
você se esquece de mim?
tuluca
São Paulo, 15 de agosto de 2014
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014
declarando
entre pés e passos procuro
um caminho dentro de você
que vá da pele ao coração
há de existir algum encanto
uma maneira de achar você
tuluca
São Paulo, 8 de junho de 2014
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terça-feira, 5 de agosto de 2014
Bolo de Fubá Mimoso
Antes houve um tempo de pensar receitas, guardei está pra usar algum dia ouvindo Pena Branca & Chavantinho cantando Cuitelinho
Bolo de Fubá Mimoso
1 xícara de açúcar
1 xícara de fubá mimoso, (de moinho de pedra)
2 copos de leite
2 ovos
3 xícaras de farinha de trigo
1 colher de fermento
1 pitada de sal
1 colher de manteiga
Junte todos os sólidos com afeto e misture com paciência. A amorosidade do açúcar vai se juntando a vida dos ovos, a maciez do fubá formará grumos com o alimento do trigo, coloque o fermento e espere um pouco, junte a manteiga que faz a liga e não esqueça da pitada de sal que é Sol.
Ah! não esqueça da alegria d’uns grãos de erva doce.
Leve ao forno suave, pois que pressa não faz carinho algum.
tuluca
São Paulo, 20 de maio de 2013
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sábado, 12 de julho de 2014
soma do nada
fui atrás de um poema pra você
talvez por não conhecer os poetas
ou mesmo por não saber procurar
resolvi de eu mesmo lhe escrever
pensei no que um vaso pode ter...
aquele velho vaso gordo e marrom
no vaso, aquele dia de quase nada
dentro, um pouco do que não foi
uma pouca mistura de você e eu
um tanto de açúcar e seu amor
uma areia fina a barrar meu pranto
desse pouco nada, ficou uma flor
que nem era eu, nem mesmo você
ela, a soma do que quase vivemos
tuluca
São Paulo, 24 de junho de 2014
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quarta-feira, 9 de julho de 2014
O vulto oco
depois amainou e virou pedra
virou tudo que era de perder
cor de cabelo, nuvem, névoa
seu vulto oco dentro da noite
um espesso sobre-sentimento
ainda querendo amanhecer
tuluca
São Paulo, 1 de julho de 2014
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
a morte que a vida anda armando
a morte que a vida anda armando
não chegou
Bem que foi bom
bem, que tudo foi verdade
ainda há dia
e o caminho não acabou
o almoço anda no estomago.
vou me embora pra longe daqui
quando eu chegar
me perco
tuluca
São Paulo,27 de novembro de 1997
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sexta-feira, 6 de junho de 2014
te amar
derramando a sanidade pelo caminhar
procurava o jeito maior de querer bem
buscava mais braços, outras mãos
corri tantos caminhos de ninguém
viajei por sonhos e dores alheias
agora aqui, a loucura de te amar
tuluca
São Paulo, 5 de junho de 2014
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