sábado, 19 de fevereiro de 2011

já conversado


•as qualidades que temos vão pesando pelo caminho que seguimos, e irão ser cobradas de você muitas vezes...


• então vou te contar da última página do livro Quarup do Antonio Calado
• o Fernando personagem principal, padre, depois sertanista e guerrilheiro, gosta desde sempre da Francisca restauradora de arte
• na última e lindíssima página: Fernando deixando para trás a Francisca, e olhando pras patas do seu cavalo em marcha, ele descobre...
• que Francisca é só o centro de francisca, pois francisca é o mundo inteiro.
• penso, que amar muito é assim
• o mundo inteiro é quem se ama, mesmo que estejamos nalgum momento a amar outra pessoa.
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

cortesia (pensamento em congestionamento)

Vez por outra, quando só, em meio ao tal transito que não transita. Surgem estranhos e fortuitos, pensamentos desalinhados e brincalhões.
Bem, resolvi ir postando aqui para deleite de quem conseguir entende-los.
(explicando-me)



...falavam-me do desuso de palavras e de outras que deveriam ser praticadas...

Cortesia. Sim, as pessoas usam de cortesia ainda. A única diferença é o entendimento da palavra, que alguns muitos julgam ter sua raiz em Hernán Cortés.
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

desmaio de pensamento


Já há tempos não posto coisa alguma aqui, então por desmaio de pensamento posto essa imagem que fiz, no dia 5 de fevereiro, à beira mar.
O mar molhava meus pés nessa noite quente e uma brisa soprava amena. Podia ouvir vozes e risos pelos bares, ali tudo era alegria; enquanto pelo escuro do espaço todos viajávamos com nosso planeta.
Uma lua fininha, as luzes dos barcos a balouçar, as estrelas.
Acho que, afinal, guardei o momento nesta imagem de coisa nenhuma.
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sábado, 22 de janeiro de 2011

pra vc


e você se foi sem falarmo-nos
em qual escuro, será, que você se escondeu
houve o sopro de uma você
um nome escrito que depois sumiu
ele era azul, sobre o tão alvo da tela
agora, palavras dançam com a música
o estático se morfoseia em canção
este momento é breve, do depois
não sei, virá em sonho



tuluca

São Paulo, 21 de janeiro de 2011
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Estava mesmo por lhe escrever, coisas que não necessitariam ter nexo, escrevo-as agora, livremente (ou quase).
Amar se ama de muitos modos, muitas pessoas e a fatia temporal não importa muito.
Esta cidade tem muitas ruas, por onde passo apressado; vez por outra, passo parado nesse transito que não transita. Às vezes um contato humano, um medo d’algum perigo, uma bunda mais bonita passando pela calçada. Um colorido, uma saudade, o pensar num alguém qualquer.
Existe o muito que não escrevo, para todas estas amadas pessoas e que nem compartilham da mesma fatia temporal.
Meus pensamentos passeiam muito, há meu trabalho, os muitos projetos, talvez inexeqüíveis...
Sei que imagino vc. Isso é bom, penso agora, mas pode nem ser, né?
Hoje, construímos pessoas de outras medidas, mais abertas e afeitas à atemporalidade, do que foram os nossos antepassados, estamos virando pensamento.
Crio palavras, imagino sentires e questões inéditas e sei que vc também faz disso.

Já escrevi e tenho saudade, gostaria de, nem sei, qualquer coisa.

beijo

PAZ
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sábado, 15 de janeiro de 2011

estrela do ocaso


é preciso desatino pra se caminhar,
é preciso um lago pra nos conter e mirar
há que haver força e permanecer
andando como o tempo me faz
me refazendo a cada aurora
lhe buscando na estrela do ocaso


tuluca

São Paulo, 12 de janeiro de 2011
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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

órbitas


Sol
Sol
e a terra sempre não caindo
nestas órbitas infindas
eu, procurando você
cadê você, seu porte
aquele batom e os dentes
faz calor e mais uma volta
girando pelo universo


tuluca

Nova Friburgo, 29 de dezembro de 2010
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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

partida no mar

Há tantas coisas de vc que quero perguntar e saber, mas tudo isso são pensamentos de mais pensar, coisa de quem muito pensa.



Ia chegando a alvorada e já era claro, nos passos de partida os olhos fotografavam os muitos verdes da encosta, ainda sonolenta e fria.
Na rua do cais as luzes ainda acesas, a areia fina e o cheiro de marisco. Lá o barco da partida, meus passos no trapiche e o mar sereno sem onda alguma. Eu a bordo, a nave se faz ao largo, acelera sobre aquela planura aquosa e me expande. Pelo horizonte alaranjado da manhã, entrevisto através das lágrimas que o vento frio e a futura saudade já promoviam. Foi assim que me parti de lá, onde os dias eram de somente sol e sorrir.



tuluca
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