sexta-feira, 24 de março de 2017
qual porque?
mais um tempo escorreu pela parede
veio dissolvendo as lembranças frágeis
enquanto o céu foi escondendo o sol
por quais travesseiros e lábios úmidos
você segue se esquecendo de mim?
sua ultima frase ainda flutua insone
pelo quarto escuro ressoando ontem
amo deste amor que só pode querer
e já nada sei desta imensa saudade
deste inútil querer saber o porque
tuluca
São Paulo, 24 de março de 2017
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sábado, 4 de março de 2017
avião de papel
dobrado o papel, um avião
tão leve, tão livre voou
foi da mão aos espaços
sem nada querer, ou pensar
como fosse sem passado
foi-se como quem só vai
pra além, sem mistério
apenas se vai mais adiante
tuluca
São Paulo, 3 de março de 2017
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
oposto
oposto, oposto, oposto, oposto
oposto, oposto, oposto, oposto
oposto, oposto, oposto, oposto
oposto
Eu devo prestar atenção à aula
Eu devo prestar atenção à aula
Eu devo pretar atenção à aula
Eu devo prestar anteção à aula
Eu devo pestar atenção à aula
Eu devo prestar atenção à aula
Eu devo prestar ateção na aula
Eu devo pretar atenção à aula
recordações da primeira escola
foi lá que aprendi a escrever
e foi lá que aprendi a obedecer
tuluca
São Paulo, 23 de fevereiro de 2017
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
morri amanhã

morri amanhã pra este mundo
assim, num átimo tudo termina
como se a vida fosse de sal
como se esta luz fosse irreal
depois morri, retorno ao todo
abandono este engano, esvaeço
sobram os pensamentos fluidos
encontrando outras existências
agora, meus fogos vão ao infinito
tuluca
São Paulo, 15 de fevereiro de 2017
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
desvão
cai bem no meio d’um desvão
e antes que soubesse de mim
os olhos nublaram sem brilho
um suor aflito molhou o corpo
neste novo momento iniciado
tuluca
São Paulo, 17 de dezembro de 2016
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sábado, 4 de fevereiro de 2017
re-existir
alegrias e tristezas
não há o que comentar
vida sempre vem e vai
passam-se as esquinas
vira e voltam um pouco
sementes do imaginário
concreto que não se vê
neste desperto re-existir
tuluca
São Paulo, 3 de fevereiro de 2017
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017
morri pra mim
morri para os sonhos que tive
foi assim lento, sem perceber
num instante não era mais eu
agora paira o social pelos dias
esse vazio disposto em fotos
neste jeito comum caminhar
nada mais é sorriso confiante
ando sem nada procurar além
deixei o que era quente e luz
hoje, nada quero, não penso
tuluca
São Paulo, 30 de janeiro de 2017
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