domingo, 19 de maio de 2013

A cidade












Venha se arremessar na vida
Venha, vamos correr por todos os espaços
Saber, que sabedoria é bom.
Venha ver a cidade que aqui há luz
Saber as ruas, viver o lixo monumental
Rir de toda fome alheia
Desvairar com os prédios lindos,
é só olhar para cima
Tudo tão lindo, tantas luzes verdes
No automóvel por avenidas,
passear sobre papeis e sujeira humana
Tanta dor e tantos gritos
Os loucos e seu silêncio,
as buzinas, os motores
Ah! Quantas luzes...
Venha ver a cidade!
Ah! Que bom, quanta miséria que não é a nossa
Ôh cidade linda!





tuluca

São Paulo, 27 de setembro de 1997
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terça-feira, 14 de maio de 2013

Maní
















Maní foi ver o mundo
ela disse que ia e foi
quanta coragem nos pés
era o tênis cor de rosa
Maní levou o seu violão
hoje não tem pipoca,
nem pão frito, ou confidência
Maní, Maní
cadê sua sombra no muro
aquele riso zombeteiro
e o colorido de seu cabelo?
Maní dos dentes brancos
dos livros e dedos finos
distante se esquece daqui
Maní, Maní
quanta saudade de você



tuluca

São Paulo, 13 de maio 2013
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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nelma Rejane













-Rejane vc está mesmo muito bonita, além da alegria colorida de seu vestido rodado.
-Tuluca, amei teu comentario poetico!



Quem são os nossos mortos?

São aqueles que estarão vivos em nossa lembrança, aqueles que ao partir levaram um pouco de nós e deixaram uma parte de si; são aqueles que docemente encantaram dias e foram como alvorada nos instantes juntos.


[a Rejane partiu]



tuluca


São Paulo, 3 de maio de 2013
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

10 anos

O Extra Tempo fez dez anos em março. Repito agora a primeira postagem.




o tempo nem pressa tem
o problema é que ele não tem espaço
fecha-se num fio longo,
e eu aqui caminhando dentro dele, 
nem sei bem como ir
mas vou


Elpidio

11 de março de 2003
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sábado, 13 de abril de 2013

a serra












pela luz perdeu-se o dia
e a serra coberta de noite
deixou seu verde no mar





tuluca

São Paulo, 1 de abril de 2013 
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terça-feira, 9 de abril de 2013

barro seco
















nestas estradas de barro seco
o verde queimado de esquecimento
não esconde a montanha azulada
daquele horizonte quase inexistente
nós aqui, à-toa, caminhamos ao sol
tenho meus olhos neste chão de pó
e os ouvidos buscando uma certeza
nas palavras daquela velha criança
que não imaginava um dia anoitecer



tuluca

São Paulo, 20 de março 2013
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sábado, 9 de março de 2013

manhãs brejeiras













meus dias eram assim brejeiros
tudo era graça e o vento bom
nas manhãs banhadas de azul
o corguinho descia marulhento
lavando pés, rolando pedra
eu era criança, olhava nuvem
ria à-toa, falava com bicho
e foi naqueles tantos, já nem sei
que me vi pela primeira vez

ou pela última vez...





tuluca

São Paulo, 8 de março de 2013
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