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domingo, 19 de maio de 2013
A cidade
Venha se arremessar na vida
Venha, vamos correr por todos os espaços
Saber, que sabedoria é bom.
Venha ver a cidade que aqui há luz
Saber as ruas, viver o lixo monumental
Rir de toda fome alheia
Desvairar com os prédios lindos,
é só olhar para cima
Tudo tão lindo, tantas luzes verdes
No automóvel por avenidas,
passear sobre papeis e sujeira humana
Tanta dor e tantos gritos
Os loucos e seu silêncio,
as buzinas, os motores
Ah! Quantas luzes...
Venha ver a cidade!
Ah! Que bom, quanta miséria que não é a nossa
Ôh cidade linda!
tuluca
São Paulo, 27 de setembro de 1997
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domingo, 2 de maio de 2010
Aqui cabe mais
A tarde era linda naquele sábado dourado. Contente seguia pra mais conversas na avenida, entrei no metrô fiz a baldeação, entrei noutra composição, me sentei. O trem era novinho, cores agradáveis e vazio. Notei que eram poucos os bancos e muitos os lugares para quem viaja em pé segurar-se. Quer dizer: agora um vagão de metrõ leva muito mais gente por viagem.
Assim também, pintando maior número de faixas no chão das ruas e proibindo estacionar, aumenta o tráfego de veículos na cidade.
Cidade, tão gigante, tão cheia de gentes sem tempo. Tantos coloridos e ruídos à esbravejar da pressa desses desencontrados encontros, tão sem tempo.
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