terça-feira, 8 de março de 2011

falando ao Yan



O amor vazio será apenas lembrança de um amor perdido?

Perdido você me pergunta?
Lembranças são do passado e um amor é vivo sempre, enquanto amor existir.
Perdido não, apenas vazio, não correspondido, não vivenciado. Assim como uma semente prestes a germinar, que sem a água vivificante encrua a espera de ser flor.
Quando da descoberta dum amor interno, constrói-se uma casa cheia de janelas, toda aberta à luz e arejada para a pessoa desse amor entrar. Com a ausência do par, a casa fica assim sombria, desbotada, com as janelas fechadas, porém construída (amada). Na espera, de que talvez um dia, por um acaso do descaso, a porta se abra e ela entre. Então como um louco, tolo, bobo e pueril você novamente mergulhará em seu decote até sentir-se imenso, eterno.

Ainda, como bem diz a Buterfly: Viver um amor é tão bom, que quase não importa quanto ruim seja.


PAZ
.


.

.

quinta-feira, 3 de março de 2011

amor vazio


de amor o amor se fez
aberto à luz, ao sonho e além
hoje, marejado permanece
espalhado como nuvem
tão desvisitado
desperdiçado e importuno
refém das horas ausentes
cativo duma memória
dum abraço de ninguém


tuluca

19 de fevereiro de 2011
.

.

.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

já conversado


•as qualidades que temos vão pesando pelo caminho que seguimos, e irão ser cobradas de você muitas vezes...


• então vou te contar da última página do livro Quarup do Antonio Calado
• o Fernando personagem principal, padre, depois sertanista e guerrilheiro, gosta desde sempre da Francisca restauradora de arte
• na última e lindíssima página: Fernando deixando para trás a Francisca, e olhando pras patas do seu cavalo em marcha, ele descobre...
• que Francisca é só o centro de francisca, pois francisca é o mundo inteiro.
• penso, que amar muito é assim
• o mundo inteiro é quem se ama, mesmo que estejamos nalgum momento a amar outra pessoa.
.

.

.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

cortesia (pensamento em congestionamento)

Vez por outra, quando só, em meio ao tal transito que não transita. Surgem estranhos e fortuitos, pensamentos desalinhados e brincalhões.
Bem, resolvi ir postando aqui para deleite de quem conseguir entende-los.
(explicando-me)



...falavam-me do desuso de palavras e de outras que deveriam ser praticadas...

Cortesia. Sim, as pessoas usam de cortesia ainda. A única diferença é o entendimento da palavra, que alguns muitos julgam ter sua raiz em Hernán Cortés.
.

.

.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

desmaio de pensamento


Já há tempos não posto coisa alguma aqui, então por desmaio de pensamento posto essa imagem que fiz, no dia 5 de fevereiro, à beira mar.
O mar molhava meus pés nessa noite quente e uma brisa soprava amena. Podia ouvir vozes e risos pelos bares, ali tudo era alegria; enquanto pelo escuro do espaço todos viajávamos com nosso planeta.
Uma lua fininha, as luzes dos barcos a balouçar, as estrelas.
Acho que, afinal, guardei o momento nesta imagem de coisa nenhuma.
.

.

.

sábado, 22 de janeiro de 2011

pra vc


e você se foi sem falarmo-nos
em qual escuro, será, que você se escondeu
houve o sopro de uma você
um nome escrito que depois sumiu
ele era azul, sobre o tão alvo da tela
agora, palavras dançam com a música
o estático se morfoseia em canção
este momento é breve, do depois
não sei, virá em sonho



tuluca

São Paulo, 21 de janeiro de 2011
.

.

.


Estava mesmo por lhe escrever, coisas que não necessitariam ter nexo, escrevo-as agora, livremente (ou quase).
Amar se ama de muitos modos, muitas pessoas e a fatia temporal não importa muito.
Esta cidade tem muitas ruas, por onde passo apressado; vez por outra, passo parado nesse transito que não transita. Às vezes um contato humano, um medo d’algum perigo, uma bunda mais bonita passando pela calçada. Um colorido, uma saudade, o pensar num alguém qualquer.
Existe o muito que não escrevo, para todas estas amadas pessoas e que nem compartilham da mesma fatia temporal.
Meus pensamentos passeiam muito, há meu trabalho, os muitos projetos, talvez inexeqüíveis...
Sei que imagino vc. Isso é bom, penso agora, mas pode nem ser, né?
Hoje, construímos pessoas de outras medidas, mais abertas e afeitas à atemporalidade, do que foram os nossos antepassados, estamos virando pensamento.
Crio palavras, imagino sentires e questões inéditas e sei que vc também faz disso.

Já escrevi e tenho saudade, gostaria de, nem sei, qualquer coisa.

beijo

PAZ
.

.

.

sábado, 15 de janeiro de 2011

estrela do ocaso


é preciso desatino pra se caminhar,
é preciso um lago pra nos conter e mirar
há que haver força e permanecer
andando como o tempo me faz
me refazendo a cada aurora
lhe buscando na estrela do ocaso


tuluca

São Paulo, 12 de janeiro de 2011
.

.

.