sábado, 19 de janeiro de 2013

Azul












preciso buscar muitos azuis
pra derramar noutros tantos
das muitas manhãs serenas
nos umbrais das portas todas
nas janelas e pelas paredes
até que de muito, ele escorra
invada a vida e tudo vire céu




tuluca

São Paulo, 18 de janeiro de 2013
.

.

.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

entre o nada e o porque













ficamos assim
entre o nada e o porque
muitos foram os instantes
todos tão cheios de vazio
depois cada um a se ir de nós
nessas muitas partidas
de imensas noites vãs
sem aurora, sem remédio
nem espanto, quase porque
só que agora já não sei



tuluca

São Paulo, 19 de janeiro de 2010
.

.

.
 

domingo, 30 de dezembro de 2012

até não sei
















foi assim que ela abraçou tanto abraço
era hora de partida, tempo sem freio
no olhar todo passado ali presente
coisas do vento, dos dias, das marés
e a hora se desmanchando em pó
foi o último instante do até não sei




tuluca

São Paulo, 29 de dezembro de 2012
.

.

.

domingo, 4 de novembro de 2012

último momento













Já, já pensei cada momento
errei todas as proposições
e agora sem respostas
descubro naquele olhar
o último instante




tuluca

São Paulo, 3 de novembro de 2012
.

.

.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Momento futuro I


Sabe?
Tenho vontade de vê-la nua, sentada à cabeceira da cama. Os olhos a me olhar e neles um milhão de pensamentos desconexos, girando e iluminando o sorriso.




tuluca

São Paulo, 31 de outubro de 2012
.

.

.
 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

É quase noite amor




















tuluca
.

.

.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

sugiro


de muito à fazer, emaranham-se os dias
caos no horizonte próximo e nebuloso
minhas unhas riscaram a pele cansada
queria saber um alento, ou despropósito




tuluca

São Paulo, 9 de setembro de 2012

.

.

.