terça-feira, 6 de janeiro de 2015

flores da fotografia















deu uma saudade de você
no meio desta noite escura
olho pras flores na fotografia
brotando do chão rachado
a música move minha emoção
você por meus pensamentos
flutua ligeira e sorridente
até o amanhã ser agora




tuluca

Nova Friburgo, 5 de janeiro de 2015
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domingo, 4 de janeiro de 2015

escrevendo o infinito












só escrevendo é que sai história
só mesmo andando se caminha
queria menos acordar na noite
melhor saber de seu amanhecer
perceber suas luzes matutinas
preciso caminhar no que perco
abrir mão de tudo que já não sei
ser, fazendo o que é vida além
errar o passo, perder o trem
afinal ser, é provar o infinito




tuluca

Nova Friburgo, 3 de janeiro de 2015
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

esse seu corpo












estranha fruta é esse seu corpo
assim esquecido sobre o tapete
meus olhos ardem e este cansaço
ao largo daqui a cidade alucina
e essa sua pele tão arrepiada
parece uma foto preto e branco
quero mais água, tenho sede
onde pus meus pensamentos?
meus dentes, a fruta, outro ai



tuluca

São Paulo, 24 de novembro de 2014
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[funny valentine]
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

barriga da noite











quando novamente eu dormir
acontecerá na barriga da noite
o breve sonho de lhe abraçar
nesse sonho tudo fará sentido
mãos dadas, um sorriso manso
e a certeza alegre do seu existir

o tempo voltou para trás
nada faz sentido e você ri
depois de tanta espera
muito além das emoções
o céu desliza até o mar
e faz azul os seus cabelos



tuluca

São Paulo, 13 de novembro de 2014
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[para a bonita Isabelle Louise]
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sábado, 15 de novembro de 2014

pedras e pó












tantas pedras pelo chão e pó
juntei ternura numa panela
acendi o fogo com lenha seca
e o fogo iluminou a noite oca
derreti os desejos molhados
amassando os desencantos
numa pedra com seu nome
foi assim que vi o novo dia
sentado aqui nestas pedras
espiando o vento levar o pó



tuluca

São Pailo, 14 de novembro de 2014
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

a barca












foi-se mais uma maré e a chuva
aqui a barca aguarda presa ao cais
além, na distância, o mar ignoto
e esta vontade imensa de navega-la



tuluca

São Paulo, 3 de novembro de 2014
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sábado, 16 de agosto de 2014

em quais braços












nesta noite calma e sem fim
enquanto o céu espera o sol
em que travesseiro e lábios
você se esquece de mim?




tuluca

São Paulo, 15 de agosto de 2014
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