sábado, 12 de julho de 2014
soma do nada
fui atrás de um poema pra você
talvez por não conhecer os poetas
ou mesmo por não saber procurar
resolvi de eu mesmo lhe escrever
pensei no que um vaso pode ter...
aquele velho vaso gordo e marrom
no vaso, aquele dia de quase nada
dentro, um pouco do que não foi
uma pouca mistura de você e eu
um tanto de açúcar e seu amor
uma areia fina a barrar meu pranto
desse pouco nada, ficou uma flor
que nem era eu, nem mesmo você
ela, a soma do que quase vivemos
tuluca
São Paulo, 24 de junho de 2014
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quarta-feira, 9 de julho de 2014
O vulto oco
depois amainou e virou pedra
virou tudo que era de perder
cor de cabelo, nuvem, névoa
seu vulto oco dentro da noite
um espesso sobre-sentimento
ainda querendo amanhecer
tuluca
São Paulo, 1 de julho de 2014
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
a morte que a vida anda armando
a morte que a vida anda armando
não chegou
Bem que foi bom
bem, que tudo foi verdade
ainda há dia
e o caminho não acabou
o almoço anda no estomago.
vou me embora pra longe daqui
quando eu chegar
me perco
tuluca
São Paulo,27 de novembro de 1997
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sexta-feira, 6 de junho de 2014
te amar
derramando a sanidade pelo caminhar
procurava o jeito maior de querer bem
buscava mais braços, outras mãos
corri tantos caminhos de ninguém
viajei por sonhos e dores alheias
agora aqui, a loucura de te amar
tuluca
São Paulo, 5 de junho de 2014
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sábado, 10 de maio de 2014
Sarabanda
ontem, dentro de mim
tocava uma sarabanda
tão simples como existir
premente feito um beijo
assim, fiquei eu em mim
e a sarabanda a ressoar
tuluca
São Paulo, 9 de maio de 2014
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[Uma sarabanda soava em meus ouvidos pelo final do dia. Dia de meu aniversário, tão diferente e tão transcendente que foi este dia.]
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segunda-feira, 14 de abril de 2014
feridas do chão
na minha cidade tem poetas
por aqui tem o que acontece
nesta cidade tem palhaços
tem multidão que não pensa
tem gente saltando do chão
brotados do ontem hostil
são só coragem e esperança
repartida no passo confuso
são projetos já esquecidos
guardados dentro do medo
de um amanhã inexistente
nesse amanhã de ninguém
tão grudados nas saudades
sem a medida do que será
serão coragem permanente
brincando de pernas pro ar
querendo quem já passou
virão cantando pelas ruas
esses palhaços esquecidos
desdobrados à cada esquina
comendo e tomando metrô
aqui acontecerá o amanhã
e amanhã já serei eu enfim
tuluca
São Paulo, 13 de abril de 2014
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segunda-feira, 10 de março de 2014
debruçada nas nuvens
fechei a velha porta
olhei pra lua no céu
e era você à me olhar
debruçada nas nuvens
quis mais noites de luz
rever seu olhar manso
e apenas estar feliz
ai, quanta saudade
tuluca
Nova Friburgo, 9 de março de 2014
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