domingo, 2 de fevereiro de 2014
tanto de coisa alguma
depois dali, até você foi embora
havia um tanto de coisa alguma
um cheiro de vazio perturbador
queria tudo fosse d’outro modo
mais leveza, mais ânimo e força
agora só este abafado desolado
mal cheiro e um gosto amargo
persistindo em cada manhã vazia
tuluca
São Paulo, 2 de fevereiro de 2014
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
fora do trilho
hoje viajo por fora do trilho
cansei das conversas certas
dei asas pros meus encantos
fiquei avesso aos reclames
deixei de olhar pra longe
ouço o que vai pela cidade
e tenho em mim quem sou
tuluca
São Paulo, 23 de janeiro de 2014
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
cheiro de jasmim
a vida sorri abundante
nestas vívidas manhãs
num cheiro de jasmim
até onde o olhar alcança
nas suas mãos o breve
no sorriso o duradouro
hoje, tudo está em paz
tuluca
São Paulo, 10 de dezembro de 2013
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sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Mãos de irmãos
Quando menino eu e minha irmã ouvíamos histórias fantásticas ao lado de um fogão de lenha. Depois, com luz da lua, ou em noite escura voltávamos pelo pasto, de mãos dadas, morrendo de medo e em silêncio. lembrando das histórias e ouvindo, aqui e ali, um assobio que podia ser do demo ou do saci.
Tínhamos muito medo de atravessar o pasto úmido da noite. Hoje, é bom recordar da mão de minha irmã que confiava em mim.
tuluca
São Paulo, 28 de outubro de 2013
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Você não acontecida
Tenho saudades de você em 2013, aqui a noite está silente...
Penso em seus caminhos diurnos; por quais calçadas pisaram seus pés, se foram incertos ou decididos. Isto é um nada mesmo, mas é um modo de pensar você num futuro qualquer.
Aqui registro minha espera d’um chamado seu; recordando o tudo que não aconteceu, relembrando palavras sem contexto dispersas entre meus dedos e recém caídas de seus lábios.
Há uma vontade de encontrar você... Saber de suas cores, seus cheiros, seus brilhos; saber da ponta de seus dedos e do que eu possa ver de sua alma através de seus olhos. Depois... Beber o café já frio e sorrir.
Beijo
PAZ
tuluca
São Paulo, 28 de outubro de 2013
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[Cartas preconizam o futuro, espreitam possibilidades]
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quinta-feira, 26 de setembro de 2013
seus olhos meus
domingo, 1 de setembro de 2013
Baronesa
Baronesa veio me ver
é dia do champanhe
sedas, dentes e dedos
vem ávida, deslumbrante
impunemente sorrindo
despida dos pudores
assim granfina superior
geme, arfa desmedido
gargalha e desaparece
tuluca
São Paulo, 24 de agosto de 2013
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