sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nelma Rejane













-Rejane vc está mesmo muito bonita, além da alegria colorida de seu vestido rodado.
-Tuluca, amei teu comentario poetico!



Quem são os nossos mortos?

São aqueles que estarão vivos em nossa lembrança, aqueles que ao partir levaram um pouco de nós e deixaram uma parte de si; são aqueles que docemente encantaram dias e foram como alvorada nos instantes juntos.


[a Rejane partiu]



tuluca


São Paulo, 3 de maio de 2013
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quarta-feira, 24 de abril de 2013

10 anos

O Extra Tempo fez dez anos em março. Repito agora a primeira postagem.




o tempo nem pressa tem
o problema é que ele não tem espaço
fecha-se num fio longo,
e eu aqui caminhando dentro dele, 
nem sei bem como ir
mas vou


Elpidio

11 de março de 2003
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sábado, 13 de abril de 2013

a serra












pela luz perdeu-se o dia
e a serra coberta de noite
deixou seu verde no mar





tuluca

São Paulo, 1 de abril de 2013 
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terça-feira, 9 de abril de 2013

barro seco
















nestas estradas de barro seco
o verde queimado de esquecimento
não esconde a montanha azulada
daquele horizonte quase inexistente
nós aqui, à-toa, caminhamos ao sol
tenho meus olhos neste chão de pó
e os ouvidos buscando uma certeza
nas palavras daquela velha criança
que não imaginava um dia anoitecer



tuluca

São Paulo, 20 de março 2013
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sábado, 9 de março de 2013

manhãs brejeiras













meus dias eram assim brejeiros
tudo era graça e o vento bom
nas manhãs banhadas de azul
o corguinho descia marulhento
lavando pés, rolando pedra
eu era criança, olhava nuvem
ria à-toa, falava com bicho
e foi naqueles tantos, já nem sei
que me vi pela primeira vez

ou pela última vez...





tuluca

São Paulo, 8 de março de 2013
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quarta-feira, 6 de março de 2013

seguindo o tempo








o tempo segue no caminho de amanhã
vai célere e diligente para esse nunca
sigo atrás buscando os velhos sonhos
procurando o lugar onde parar e olhar
agora já me canso dessa marcha insana
estou um tanto inseguro do que almejo
perdido entre tantas conversas vazias
com outros desiludidos caminhantes
olho o rápido tempo à minha frente
sempre a espera de que ele tropece
eu, sempre atrás, quase desmaiado
ainda sorrio lembrando meu início




tuluca

São Paulo, 4 de março de 2013
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

não somos












nós nunca fomos um
também não fomos dois
nem ficamos, ou perdemos
nos ganhamos na distância
na falta de sermos nós




tuluca

São Paulo, 15 de fevereiro de 2013
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