quarta-feira, 6 de março de 2013
seguindo o tempo
o tempo segue no caminho de amanhã
vai célere e diligente para esse nunca
sigo atrás buscando os velhos sonhos
procurando o lugar onde parar e olhar
agora já me canso dessa marcha insana
estou um tanto inseguro do que almejo
perdido entre tantas conversas vazias
com outros desiludidos caminhantes
olho o rápido tempo à minha frente
sempre a espera de que ele tropece
eu, sempre atrás, quase desmaiado
ainda sorrio lembrando meu início
tuluca
São Paulo, 4 de março de 2013
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
não somos
nós nunca fomos um
também não fomos dois
nem ficamos, ou perdemos
nos ganhamos na distância
na falta de sermos nós
tuluca
São Paulo, 15 de fevereiro de 2013
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sábado, 19 de janeiro de 2013
Azul
preciso buscar muitos azuis
pra derramar noutros tantos
das muitas manhãs serenas
nos umbrais das portas todas
nas janelas e pelas paredes
até que de muito, ele escorra
invada a vida e tudo vire céu
tuluca
São Paulo, 18 de janeiro de 2013
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
entre o nada e o porque
ficamos assim
entre o nada e o porque
muitos foram os instantes
todos tão cheios de vazio
depois cada um a se ir de nós
nessas muitas partidas
de imensas noites vãs
sem aurora, sem remédio
nem espanto, quase porque
só que agora já não sei
tuluca
São Paulo, 19 de janeiro de 2010
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domingo, 30 de dezembro de 2012
até não sei
foi assim que ela abraçou tanto abraço
era hora de partida, tempo sem freio
no olhar todo passado ali presente
coisas do vento, dos dias, das marés
e a hora se desmanchando em pó
foi o último instante do até não sei
tuluca
São Paulo, 29 de dezembro de 2012
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domingo, 4 de novembro de 2012
último momento
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Momento futuro I
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