Tenho vontade de vê-la nua, sentada à cabeceira da cama. Os olhos a me olhar e neles um milhão de pensamentos desconexos, girando e iluminando o sorriso.
de muito à fazer, emaranham-se os dias caos no horizonte próximo e nebuloso minhas unhas riscaram a pele cansada queria saber um alento, ou despropósito
Desatinado subia a escadaria meus olhos febris buscando você lá, seu corpo em preto e branco como um tudo sonhado e desigual um brilho, um sentimento bailarino e o cheiro adorável das manhãs uma falta de ar e o tempo parou caí todos os degraus no vácuo palavras esparramadas no chão e a história espalhada perdida
O Zé não esteve assim como a dor dos perdidos o sorriso manco dos errados indiferente ao burburinho sumiu quem nunca apareceu sobra a doce escrita d'alguém inundada de vida enamorada da existência
tuluca
São Paulo, 11 de agosto de 2012 .
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[Poema pra Camila Chiquetto, que tem essa coisa amorosa de gostar da existência]